O Parque Ambiental Paquetá tem uma área aproximada de 60 ha e foi inaugurado em Dezembro de 2003.Esta localizado na Fazenda Paquetá, Município de Batalha, Estado do Piauí e tem como objetivos: a preservação da fauna e flora regional, do patrimônio arqueológico, o desenvolvimento de atividades de educação ambiental, alem de proporcionar lazer e diversão aos visitantes.
Batalha foi criada em 15 de dezembro de 1855, sendo uma das cidades mais antigas do Piauí. Leva este nome em decorrência das grandes lutas travadas na região entre os portugueses e a população indígena no século XVIII. Possui uma população de 24.133 habitantes (Senso de 2000) e uma área de 1.553,84 km2.
Batalha esta banhada em quase todo seu perímetro pelo Rio Longá e chama a atenção dos visitantes pela enorme quantidade de riachos e cascatas, disponibilizando paisagens belíssimas.
Assim, neste Parque você poderá admirar e conhecer uma bela reserva florestal com variados tipos de plantas, animais nativos, riachos, alem das Pinturas Rupestres.
O clima da região é tropical sub-úmido, com estações seca e chuvosa, sendo que o período chuvoso vai de janeiro a maio, com uma media pluviométrica anual de 1.466 mm. A temperatura média anual é de 28ºC, sendo a máxima de 35ºC e a mínima de 22ºC. A umidade media do ar, esta em torno de 72% a 85%. Os meses mais úmidos são abril e maio. Outubro e novembro são os meses mais secos. A duração do dia gira em torno de 12 horas. A velocidade media mensal dos ventos é de 2,4 m/s.
Os solos das margens do Riacho da Lagoa são predominantemente Aluviais, pouco desenvolvidos, provenientes de sedimentos fluviais recentes, predominando nas partes altas areias quartzosas e solos litólicos. A Geologia da região está caracterizada pela Formação Longa e com uma geomorfologia de relevo Plano a Suave Ondulado.
a) Mata Seca:
A cobertura vegetal do Parque esta caracterizada pelo que se costuma chamar de Mata Seca, vegetação típica de todo o entorno da região. No que se refere à flora é comum encontrar as seguintes plantas: Sclerolobium paniculatum (pau pombo), Qualea parviflora (pau terra), Dimorphandra gardneriana (fava danta),
Bowdichia virgilioides (sucupira preta), Anacardium microcarpum (cajuí), Hymenaea stigonocarpa (jatobá), Caryocar coriaceum (pequi), Amburana cearensis (amburana), Myracrodruon sp (aroeira), Astronium fraxinifolium (gonçalo-alves), entre muitas outras.
b) Mata Ciliar:
Esta vegetação é diferenciada e encontra-se distribuída ao longo das margens do riacho da Lagoa. Nas margens do riacho a mata ciliar é composta de jaramataja (Vitex gardneriana), canafistula (Cassia ferruginea), angico branco (Piptadenia colubrina), mata pasto gigante (Cassia sp) e tamboril (Enterolobium timbouva).
A fauna local, como em toda região encontra-se seriamente ameaçada de extinção, sendo uma função do Parque tratar de proteger e recuperar a fauna que ali existia. Os animais mais comuns que vivem na área do parque são: Callithrix jacchus (Sagüi), Cebus apella (Prego), Dasyprocta agouti (Cutia), Cuniculus paca (Paca), Cavia aperea (Preá), Puma concolor (Onça Vermelha), Felis wiedii (Gato do Mato), Blastoceros sp (Veado), Canis (Lycalopex) vetulus (Raposa), Euphractus sexicintus (tatu-peba), Caiman sp. (Jacaré), Falcus peregrinus (gavião-paga-pinto), Scardafella squammata (rolinha-fogo-apagou), Pitangus sulphuratus (bem-te-vi), Bufo paracnemis (sapo-cururu), Crotalus durissus (cascavel), Spilotes pullatus (caninana), Constrictor constrictor (jibóia), Eunectis murinus (sucuriu).
No Parque encontra-se o Sitio Letreiro do Paquetá, que apresenta uma formação rochosa semelhante a Sete Cidades. Possui representações pintadas em vermelho, de elaboração muito simples, comportando formas triangulares que às vezes se juntam na composição de outros, e carimbos de mãos. Na arqueologia estas pinturas estão incluídas no grupo chamado Tradição Agreste.